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15/10/2019

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A nova ORPLANA

Crédito: Andréia Vital - Revista Canavieiros

 

 

Aos 40 anos, ela rejuvenesce. A Organização de Plantadores de Cana da Região Centro-Sul do Brasil (ORPLANA) está no segundo ano de implantação de um projeto arrojado de reorganização. A proposta é focada em um planejamento de longo prazo, para o período 2015/2025, e é alicerçada sobre seis premissas principais:

 

- aprimorar a governança e estrutura da entidade; 

- ampliar a comunicação interna e externa; 

- prover educação técnica e gerencial; 

- agregar serviços de valor e geração de informações de valor; 

- estabelecer relacionamento e negociação equilibrados em toda a cadeia.

 

Missão da ORPLANA

 

Garantir um futuro seguro e rentável para os produtores de cana-de-açúcar, buscando excelência na produção agrícola e coordenação da cadeia sucroenergética.

 

Na presidência da ORPLANA desde março, o engenheiro agrônomo Eduardo Vasconcelos Romão fala com entusiasmo sobre a nova fase da Organização. “A nossa sociedade ainda desconhece a musculatura e a importância desta entidade. Com um trabalho eficiente, ação conjunta e execução do nosso planejamento estratégico, traçado para os próximos dez anos, nossa cadeia produtiva construirá um futuro brilhante”, diz.

 

A ORPLANA é uma gigante dentro do agronegócio nacional: é composta por 33 associações, de cinco estados diferentes, representando ao todo mais de 16 mil produtores de cana (80% dos produtores independentes do país) situados em 500 municípios canavieiros, e que fornecem cerca de 70 milhões de toneladas de matéria-prima.

 

No posicionamento estratégico da entidade, para o período 2014-2025, a meta da nova ORPLANA é congregar no ano de 2025 todas as associações do setor, representando aproximadamente 19 mil produtores de cana (95% dos produtores independentes).

 

A “nova” ORPLANA tem como visão ser reconhecida como a principal porta-voz dos produtores de cana de todo o Brasil, convergindo as necessidades advindas de suas associadas. A entidade visa ser elo coordenador e provedor de informação para os diversos públicos do setor sucroenergético, tais indústria, instituições de ensino, formadores de opinião, líderes de governo, profissionais da comunicação, entre outros.

 

Engajamento

 

O processo de reorganização pelo qual passa a ORPLANA pode ser considerado uma referência para o agronegócio, na opinião do professor Marcos Fava Neves, da FEA/USP (Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo). “Essa nova ORPLANA já é exemplo de benchmarking de execução de projeto estratégico no agronegócio para o mundo”, afirmou o professor, que é um dos responsáveis pelo processo de mudança da entidade.

 

Para Fava, os membros da ORPLANA estão de parabéns porque a entidade é modelo de organização coletiva, que atua com controle de custos, aproveitamento de tempo e pés no chão.

 

A ORPLANA passa por um momento histórico na sua trajetória de quatro décadas. “Se formos contar cronologicamente, a Organização está no seu segundo ano de vida nova, mas comemorando os seus quarenta anos de existência”, destaca o seu superintendente, o engenheiro agrônomo Celso Albano de Carvalho.  

 

Não é por acaso que, dentro dos 41 anos do Proálcool, existe uma entidade que tem 40 anos de contribuição com o setor. “Isto não é por acaso. Na verdade, a ORPLANA é um exemplo de fortalecimento da atividade produtiva. Ao longo desta história, muitas associações já existiam, outras surgiram, e foram se ligando à Organização para que ficassem mais fortes”.

 

Mesmo com uma trajetória bem-sucedida e consolidada de quatro décadas, nos últimos três anos um novo capítulo vem sendo escrito nesta história com o processo de reestruturação. “Agora a ORPLANA se adapta à atualidade e se antecipa às novas realidades”, diz Albano.

 

Ele lembra que, assim como 2016 marca a comemoração desses 40 anos de história – que, aliás, precisam ser valorizados e celebrados -, também coincide com o segundo ano de vida da “nova ORPLANA”. 

 

A entidade atravessa uma ruptura de paradigmas antigos, abrindo uma nova visão com relação a olhar para dentro e escutar a sua base, buscando implantar uma série de projetos. “São propostas extremamente factíveis, mas também desafiadoras”. Nesta fase de reestruturação da entidade, 19 projetos em diferentes áreas foram criados. Alguns já estão em desenvolvimento, outros estão em fase de alinhamento. 

 

No entanto, Albano observa que não há pretensão de que tais projetos sejam concretizados apenas a partir de um escritório em Ribeirão Preto “para termos a revolução que precisamos”. “Somente sairão do papel se o fornecedor de cana e a associação que o representa forem mão de obra necessária para executar cada proposta. Só avançamos com engajamento”.

 

Os 19 projetos da nova ORPLANA

 

- Projeto: Reestruturação da Governança 

- Projeto: Nova Sede ORPLANA 

- Projeto: Gestão de Relacionamento com Associações

- Projeto: Academia da Cana 

- Projeto: Certificação da Produção Agrícola 

- Projeto: Fórum de Debates Técnicos (reuniões técnicas bimestrais) 

- Projeto: Aliança Agro 

- Projeto: Associativismo Padronizado 

- Projeto: “Star Alliance” da Cana 

- Projeto: Comunicação Orplana

- Projeto: Adequação do Consecana 

- Projeto: Banco de Dados do Setor

- Projeto: Serviços Financeiros 

- Projeto: Questões Trabalhistas 

- Projeto: Representatividade Política 

- Projeto: Manual do Produtor Integrado de Cana (PIC) 

- Projeto: Revisão do Orçamento e Modelo de Arrecadação 

- Projeto: Certificação de “Usina Amiga do Produtor de Cana” 

- Projeto: Sustentabilidade Econômica do Pequeno Produtor 

 

Uma mostra de que algo mudou na Organização é o nível de participação das reuniões do conselho. Albano lembra que a adesão dentro da entidade ao processo de reestruturação é de 100%. “O que temos de fazer agora é um verdadeiro trabalho de ‘evangelização’, uma forma de influenciar o produtor de cana a se profissionalizar, a gerir melhor os seus ativos, a otimizar o uso de seus ativos em parceria com outros produtores, a trabalhar em rede para solucionar suas demandas. Nosso modo de trabalho é baseado em gestão por processos, prioriza a formação de vários grupos discutindo e encaminhando as nossas demandas, e visa blindar a causa do produtor de cana”.

 

Para ele, um componente fundamental para azeitar o cumprimento dos desafios da nova ORPLANA é a comunicação, especialmente com a base da entidade. “Temos como grande meta ter uma rede de comunicação na velocidade do pensamento, horizontal e capilarizada”.

 

Papel técnico e político

 

O ex-presidente da ORPLANA e presidente da Canaoeste (Associação dos Plantadores de Cana do Oeste do Estado de São Paulo), Manoel Ortolan, concorda que a reestruturação da ORPLANA injetou um entusiasmo que não era visto há muito tempo dentro da entidade. 

 

Exemplo disso foi a reunião realizada na Fazenda Experimental da Ourofino, em Guatapará, SP, no mês de junho. “Contou com a presença maciça de todas as associações, que estiveram presentes com dois ou mais representantes. Há muito tempo não tínhamos essa frequência nos nossos encontros. Hoje temos uma reunião concorrida, que temos prazer de comparecer”.

 

Ortolan também destaca a grande participação dos presidentes das associações signatárias da ORPLANA nas reuniões. Todos se envolvem com a discussão, querem falar, fazem sugestões. “Somente naquela reunião de Guatapará, tivemos pelo menos vinte intervenções de falas de presidentes de associações, o que torna a reunião muito participativa”. O motivo? Para ele, com as mudanças que a Organização teve, existe um novo ânimo. Prova disto é o trabalho com afinco que vem sendo desenvolvido pelos grupos técnicos. “É o que pretendíamos com esta reorganização. Antes víamos uma ORPLANA patinando, devagar, com pouco entusiasmo e pouca frequência. Isto mudou 100%”.

 

Recuperação do setor

 

Nesta fase de retomada do setor sucroenergético, Ortolan acredita que é função da entidade desenvolver um trabalho de apoio contínuo às associações para que todos os fornecedores possam aproveitar da melhor maneira este cenário favorável. 

 

E as várias iniciativas que estão sendo tomadas deverão contribuir com o fortalecimento do produtor de cana neste processo de recuperação. “A ORPLANA, por exemplo, vem promovendo encontros regionais com grupos técnicos, visando melhor capacitar o fornecedor. O objetivo é que cada um, ao voltar para a base, que é a associação, leve o que aprendeu. Isso é transferência de tecnologia”.

 

Ortolan também destaca o envolvimento permanente da entidade nos mais diferentes fóruns, com presença ativa na discussão dos temas diretamente relacionados ao agronegócio, ao setor sucroenergético e ao fornecedor de cana, como questões ambientais e trabalhistas. 

 

“O foco da ORPLANA tem que ser político, e não apenas técnico. Nós precisamos fortalecer muito a presença dos produtores no meio político. Você faz uma série de trabalhos para melhor a produtividade, o que é voltado para dentro da porteira. E depois uma canetada joga muita coisa por água abaixo. Por isso é importante estar atento às questões políticas e legislações”, afirma o presidente da Canaoeste.

 

Em sua opinião, a Unica (União da Indústria da Cana-de-açúcar) representou o setor por muito tempo solitariamente. “Hoje queremos ser parceiros da Unica em todas as questões que afetam o setor”, acrescenta.

 

Tecnologia e Comunicação 


 

Independente da região que atue, um desafio comum do produtor é baixar custos. “E baixar custo se consegue aplicando tecnologia, como agricultura de precisão. Temos que pegar essa tecnologia e levar ao pequeno e médio produtor para dar a chance de melhorar os seus resultados. Mas vale lembrar que incorporar tecnologia não é simples, é uma questão de escolha e exige mudança severa de comportamento”, afirma Romão. Exemplo disso é o processo de mecanização da colheita. “O produtor percebeu que não bastava comprar máquinas, mas que era preciso planejar a operação, implantar agricultura de precisão, pensar na variedade e no manejo. Tecnologia exige que se adapte a novos conceitos, diferentes dos praticados quando o avô plantava cana”, salienta.

 

Ferramenta crucial nesse processo de difusão de tecnologias e mudança de comportamento junto ao fornecedor de cana, segundo Romão, é a comunicação. “Um importante instrumento para levarmos ao produtor informação, conhecimento, ajudando-o a tomar as melhores escolhas”. Somente com um novo olhar sobre a atividade que terá condições de continuar no negócio com competitividade.

 

“Com uma comunicação bem feita, tanto interna como externa, podemos fazer a melhor abordagem possível com o pequeno e médio produtor, levando informações importantes e oferecendo acesso a conhecimentos técnicos, além de uma abordagem adequada voltada ao grande produtor”.

 

Para ele, as ações de comunicação vão contribuir para aumentar a participação dentro da ORPLANA. “Se, com união, conseguirmos cumprir a nossa agenda, ampliando o acesso a tecnologias, melhorando a gestão, aproveitando a expertise da comunicação, o produtor terá uma força ainda maior”, pontua Romão. “É verdade que temos pela frente muito trabalho, mas temos também um futuro promissor pela frente”, conclui.

 

 

 

 

Fonte: Clivonei Roberto- CanaOnline

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